Banco Central autoriza tecnologia Pix no Brasil

Tecnologia de pagamento instantâneo é a aposta do Banco Central (BC) para melhorar a relação entre instituições financeiras, empresas e consumidores.

A ferramenta promete realizar o serviço em questão de segundos com praticidade e segurança. O Pix ainda está em fase de testes, mas o lançamento oficial está marcado para Novembro.

Como funciona o PIX?

O Banco Central brasileiro divulgou o lançamento de uma tecnologia que promete revolucionar as relações financeiras e comerciais do país.

O Pix, como foi chamado pelo BC, é um sistema digital que promove o pagamento instantâneo de serviços em qualquer data e horário com praticidade e segurança.

Os serviços oferecidos pelo Pix poderão ser feitos a partir de uma conta-corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga. Entre os serviços estão:

  • Transferências entre as mesmas instituições financeiras (Transferência Simples);
  • Transferências entre instituições distintas por meio de Transferência Eletrônica Disponível (TED);
  • Transferências entre instituições distintas por meio do Documento de Ordem de Crédito (DOC);
  • Pagamentos de boletos bancários;
  • Pagamentos com cartões de débito.

Lançamento do PIX – Como usar?

Ao menos 700 instituições financeiras, incluindo as fintechs, foram autorizadas pelo BC a disponibilizar o Pix para os clientes.

Desde 5 de outubro até o momento, cerca de 33 milhões de chaves de acesso foram cadastradas.

No entanto, a ferramenta ainda se encontra em fase de testes, pois entre os dias 3 e 15 de outubro estará com operação restrita.

Somente a partir do dia 16 de outubro o Pix será oficialmente disponibilizado ao público.

Qual é a tecnologia usada pelo PIX?

A principal diferença entre os serviços oferecidos pelo Pix e pelos bancos tradicionais está na tecnologia empregada.

Quando se trata de uma transferência digital, o procedimento pode ser realizado pelo celular a partir de um número cadastrado na sua lista de contatos.

Esse modelo de serviço faz com que não seja necessário saber os dados bancários de outras pessoas.

Outra tecnologia que faz a diferença no Pix é o QR Code, como substituto dos códigos de barras de boletos bancários.

No entanto, para que esses procedimentos sejam realizados com segurança é solicitada uma Chave Pix, basicamente uma chave de acesso, a fim de identificar o usuário e permitir a realização dos pagamentos e transferências.

A chave de identificação do usuário pode ser criada de quatro formas:

  • Número de telefone celular;
  • E-mail;
  • CPF ou CNPJ;
  • Chave aleatória.

Quem é Pessoa Física tem direito de registrar até 5 chaves de acordo com as contas nas quais é titular. Aqueles que entrarem como Pessoa Jurídica podem registrar 20 chaves para cada conta.

Impactos do Pix no Brasil

Com o lançamento do Pix no Brasil, as relações comerciais entre bancos, empresas e consumidores podem ser influenciadas e, consequentemente, gerar mudanças nos hábitos comerciais e econômicos da população brasileira.

Atualmente, processos que prometem ser mais rápidos e seguros impactam diretamente as condições comerciais e geram serviços mais adequados ao consumidor e com menor custo.

A eletronização dos meios de pagamento, por exemplo, reduz consideravelmente os custos operacionais e isso reflete no bolso dos usuários.

Para quem deseja saber mais informações sobre essa nova tecnologia de pagamentos e transferências instantâneas, basta acessar o portal oficial do Banco Central disponibilizado para o Pix.

Julia de Paula
Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo - UMESP

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