Banco Mundial anuncia empréstimo de US$ 1 bi para o Bolsa Família

O Banco Mundial anunciou a aprovação de um um empréstimo de US$ 1 bilhão (R$ 5,76 bilhões na cotação atual) para ajudar a expandir o programa Bolsa Família.

A instituição divulgou a medida nesta sexta-feira (30). A iniciativa é parte do projeto do banco para garantir renda às pessoas mais pobres, população mais afetada pela pandemia do novo coronavírus.

Em nota, a entidade informou que o financiamento de transferências de renda deve beneficiar aproximadamente 3 milhões de pessoas. Além disso, o banco ressaltou que entre os beneficiados estão mulheres, crianças, indígenas e outras minorias.

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Segundo o Banco Mundial, cerca de 13 milhões de famílias faziam parte do Bolsa Família antes do período de pandemia. Por conta do empréstimo, o programa deve ser expandido para atender no mínimo 14,2 milhões de famílias.

A expectativa do banco é que esta ampliação impacte um público que inclui cerca de 990 mil crianças e jovens e 7.000 indígenas.

A diretora do Banco Mundial para o Brasil, Paloma Anós Casero, destaca a importância de ampliar o Bolsa Família em um momento tão delicado. Para ela, as incertezas sobre os rumos da pandemia e a perspectiva de pobreza tornam expansão do programa algo crucial.

A transferência condicional de renda também será crítica durante a fase de recuperação, pois incentiva as famílias a procurar os serviços de saúde e a garantir que seus filhos retornem às aulas quando as escolas forem reabertas”, conclui Casero.

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Em abril, o banco anunciou que colocaria à disposição US$ 160 bilhões para apoio financeiro. Com a iniciativa, o objetivo da entidade é auxiliar mais de 100 países no enfrentamento à crise econômica causada no mundo todo pela pandemia. O dinheiro deve ser disponibilizado durante um período de 15 meses.

No caso do Brasil, o apoio financeiro ao Bolsa Família chega em um momento delicado para o país. O valor do auxílio emergencial foi reduzido pela metade recentemente, e a última parcela deve ser paga em dezembro. Além disso, o governo anunciou nesta semana que não pagará 13º salário do Bolsa Família em 2020.

Em relação ao programa emergencial de apoio financeiro do Banco Mundial, a instituição destaca que ele é baseado em três pilares:

  • Proteger os mais pobres e vulneráveis;
  • Apoiar os negócios e salvar empregos;
  • Ajudar os países em desenvolvimento a implementar medidas emergenciais de saúde e fortalecer a resiliência econômica.

Com mais de 159 mil mortes registradas até o momento, o Brasil é o segundo país com maior número de óbitos por Covid-19. Neste índice, o país está atrás apenas dos Estados Unidos, que já registraram mais de 228 mil mortes.

No número de casos, mais de 5,49 milhões já foram infectadas pelo novo coronavírus no Brasil, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

Enquanto isso, dívida pública deve chegar a 96% do PIB brasileiro

Com o aumento dos gastos como resposta a problemas causados pela pandemia, a dívida pública acelerou e deve continuar crescendo. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (30), a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) chegou a 90,6% do PIB em setembro.

Além disso, a Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia informou que este valor deve chegar a 96% até o final do ano. Se confirmada a projeção, o salto será de 20,2% em comparação ao valor registrado em 2019.

O índice também é superior à projeção anterior da equipe econômica do governo. Em setembro, a equipe divulgou que a previsão era de que a DBGG fecharia 2020 correspondendo a 93,9% do PIB. A dívida pública é um dos principais indicadores para avaliação de agências de classificação de risco.

As estimativas para a DBGG levaram em conta as projeções de instituições financeiras publicadas boletim Focus no dia 19 de outubro.

A partir da dívida pública, o governo toma empréstimos com investidores para honrar compromissos. Em troca, ele se compromete a devolver o valor com correção no vencimento dos títulos. Esta correção pode acompanhar os juros básicos, o câmbio, a inflação ou ser definida com antecedência.

Por conta da pandemia, o governo aumentou a quantidade de emissões de títulos públicos. A estratégia foi uma tentativa de fazer frente a gastos gerados pela pandemia, como os auxílios financeiros.

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