Carnaval de rua é cancelado no Rio por conta da Covid-19

Após reunião virtual realizada na última terça-feira (27), foi decidido que não haverá carnaval de rua na cidade do Rio de Janeiro em 2021. Estiveram presentes no encontro representantes da Riotur, de blocos, e especialistas nas áreas de saúde e segurança pública.

A decisão do grupo levou em conta o consenso de quem não seria possível realizar um evento de tamanha proporção de forma segura durante a pandemia.

Para os participantes da reunião, o evento não pode ser realizado sem que haja uma vacina contra a doença que já matou mais de 158 mil pessoas no Brasil.

Em setembro, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) já havia decidido de forma unânime adiar os desfiles do carnaval carioca.

carnaval de rua

A decisão de adiamento do carnaval de rua no Rio teve o apoio de especialistas em saúde. Roberto Medronho, infectologista e professor da UFRJ, admite a possibilidade de realizar o evento no ano que vem se população estiver imunizada.

Segundo Medronho, caso haja uma vacina contra a Covid-19, e uma cobertura adequada de imunização eficaz, é possível fazer a festa em outro mês. Se for o caso, o infectologista propõe a realização durante o segundo semestre, como em outubro, por exemplo.

O especialista ainda ressaltou a sua preocupação com o verão, afirmando que pode acontecer no Brasil o que houve na Europa. De acordo com Medronho, o país deve passar por uma segunda onda sem sequer ter terminado a primeira.

Como e quando deve ser o carnaval no Rio em 2021

Para a promotora Andréa Amin, não há perspectiva para a realização do carnaval em 2021. Amin afirma que o cancelamento é necessário por conta da espontaneidade da festa, o que leva muitas pessoas para a rua de forma irresponsável.

Enquanto isso, os representantes dos blocos planejam campanhas e alternativas para o carnaval do ano que vem. Segundo a presidente da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua do Rio de Janeiro, Rita Fernandes, já é possível considerar algumas opções.

Podemos trabalhar em uma campanha compartilhada. Podemos trabalhar no campo da prevenção. E, entre nós, grupos de carnaval, pensarmos no que podemos fazer no campo simbólico das lives e outras manifestações”, destacou Rita.

Já em relação ao desfile das escolas de samba, cancelado em setembro pela Liesa, ainda não há data para realização. A princípio, a única definição das representantes das agremiações é que o evento não acontecerá em fevereiro.

De acordo com Jorge Castanheira, presidente da Liesa, a avaliação de uma nova data só será possível quando for marcada uma campanha de vacinação contra a Covid-19.

Em Salvador, vendas para o Carnaval 2021 seguem normais

Apesar de toda a incerteza em relação às grandes festas no ano que vem, a indústria do carnaval de Salvador continua se preparando para o evento. Assim como a festa carioca, o carnaval de rua da capital baiana é um dos maiores do Brasil.

As vendas de blocos e camarotes não pararam, e as agremiações seguem oferecendo meios de participar de uma festa sem data para acontecer. Em Salvador, grandes blocos divulgam fantasias e promoções  mesmo sob a desconfiança de foliões.

Além disso, alguns blocos também fazem campanhas para o carnaval soteropolitano nas redes sociais. Em páginas online, há anúncios de vendas abertas, e alguns blocos fazem até contagem regressiva para o evento.

As informações são do G1 Bahia, e a equipe do site conversou com Joaquim Nery, diretor da Central do Carnaval. A empresa é uma das que promove vendas para o evento, e segundo o diretor mesmo com vendas seguindo normalmente, houve considerável queda na procura.

Além disso, Nery também afirmou que o comércio de abadás segue porque é tradição, mas que não há estímulo às vendas.

Em julho, o prefeito da capital, ACM Neto, declarou que a prefeitura só terá segurança para garantir o carnaval se houver uma vacina até novembro. Com o fim do prazo se aproximando, há a expectativa de que o evento também seja adiado em Salvador.

Entretanto, o prefeito indicou a possibilidade de realizar as festas somente a partir de julho, para não prejudicar as celebrações juninas.

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