Como comprar um carro sem entrada? Conheça as melhores alternativas para fechar negócio

Para muitos brasileiros o carro próprio é um sonho em comum, mas nem todos têm uma renda que permite comprar à vista. Aliás, a maioria precisa usar o financiamento para adquirir o bem. De acordo com a pesquisa feita pela B3, só em 2019 foram vendidos 6,1 milhões de carros financiados. Houve um crescimento de 11,4% em relação ao ano anterior. Mas e quem quer financiar um carro sem a entrada? Nesses casos também existem alguns acordos que podem ser feitos com as financeiras. 

Geralmente, ao aprovar o financiamento de um veículo popular a empresa pede 20% do valor como sinal. Ou seja, se o carro custar R$50 mil é necessário pagar em dinheiro R$10 mil na hora. E acima de 36 meses de parcelamento pode ser cobrado um valor ainda mais alto, como 30% ou 40% do preço do carro. Por se tratar de quantias expressivas e que nem todos conseguem acumular, as concessionárias desenvolveram alternativas de pagamento sem entrada.  

Dessas formas, as mais utilizadas são o leasing, o consórcio e financiamento integral. Para saber qual a melhor opção para o seu estilo de vida e também para o seu bolso, é preciso identificar a proposta que melhor se encaixa no seu orçamento mensal. Além de avaliar a urgência que você tem em adquirir o carro, é essencial evitar as parcelar muito altas. Pois se houver meses mais apertados e não conseguir paga-las pode ocorrer um endividamento. 

Compra de veículo sem entrada

Leasing financeiro 

O leasing financeiro é uma opção para quem precisa comprar carro sem entrada e tem certa pressa em estar com o automóvel na garagem. Essa prática tem se tornado mais ocorrente devido às taxas de juros menores e a isenção da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).  

Com essa modalidade, o banco se responsabiliza pela compra do bem escolhido pelo cliente e aluga para o mesmo, também chamado de arrendatário. Para isso, existe um acordo prévio que define o valor que deverá ser pago pelo cliente ao banco e em quantas parcelas.  

Assim que o pagamento do valor que o cliente deve à instituição financeira for quitado, o carro passa para o nome dele. Até isso acontecer, o veículo fica sob titularidade e posse da financiadora. Outro ponto que precisa ser ressaltado é que como há um acordo firmado, você só tem a opção de se desfazer do carro quando o contrato acabar, isto é, quando todas as parcelas tiverem sido pagas. 

Consórcio 

O consórcio nada mais é que uma associação de pessoas que partilham de recursos financeiros e que possuem um objetivo em comum. O total arrecadado é operado para investimento e o lucro adquirido é sorteado pela organização do consórcio em forma de uma carta de crédito. Dessa forma, o consórcio pode te livrar dos jutos altos e das parcelas extensas demais, mas só é uma boa ideia caso você tenha como aguardar um pouco para ter o veículo na garagem. 

Por exemplo, se você participar de um consórcio para comprar um veículo novo, a cada mês será preciso contribuir com uma quantia. Mas o valor que for pago será abatido no preço do carro que escolheu. Em outras palavras, é como pagar prestações de um financiamento, só que sem os juros e o carro você pega depois. Além disso, você pode ser sorteado a qualquer hora e – se acontecer – o valor do carro que tiver sido escolhido quando ingressou no consórcio será pago integralmente pela empresa organizadora. 

Financiamento 

Trata-se de uma alternativa mais conhecida e simples de comprar o carro sem entrada. Com o financiamento total é possível estar com o veículo em apenas 48h após firmar o contrato. Mas pela ausência de pagamento à vista, as parcelas são muito mais altas, tal como as taxas de juros aplicadas. Geralmente, acaba sendo pago bem mais que o valor original do carro. 

Nesse caso, se optar pelo financiamento total, o mais importante é fazer mais de uma simulação em diferentes financiadoras, para saber qual apresenta uma proposta mais vantajosa para você. Tenha certeza de que as mensalidades caberão no seu bolso mesmo sem comprometer o restante das suas despesas, para evitar o atrase e ter de pagar ainda mais juros. 

Leia também: O que pode acontecer se não pagar o financiamento do carro? Entenda o que diz a lei

Ludmila Catharina
Uma jornalista de 23 anos, nascida e criada no quadradinho. Encantada por literatura e todas as formas de comunicação. Atualmente, ocupo o papel de estudante, mais uma vez, fazendo especialização em comunicação organizacional e estratégias digitais.

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