Como ter um sócio para o meu negócio? Entenda como funciona

A sociedade empresarial trata-se da união de duas ou mais pessoas para concentrar recursos no mesmo objetivo: a comercialização de produtos ou serviços. Às vezes você é a pessoa que tem a ideia de um negócio de sucesso, mas não dispõe de capital financeiro suficiente para começar. Ou mesmo o contrário, você tem o dinheiro e quer abrir a própria empresa, mas não sabe onde investir. 

Para além dessas possibilidades, a parceria pode ser favorável se você tiver começado sozinho um empreendimento e agora precisa de mais mão de obra, só que não quem como pagar por ela. Porém são necessários alguns cuidados na hora de escolher a pessoa para esse papel. 

Esteja ciente de que o sócio irá dividir contigo as responsabilidades legais, as despesas e também os lucros. Então, ambos precisam definir previamente qual a porcentagem de ganho, quanto será investido e quais medidas serão tomadas caso a empresa não cresça conforme a expectativa. Cabe aos sócios assumirem os riscos de não receberem salário por algum tempo e, inclusive, de existirem prejuízos. No geral, o que acontecer na empresa vai impactar na economia dos dois. 

Como ter um sócio

Quais são os tipos de sociedade?

No Brasil existem quatro tipos de sociedade mais praticadas, são elas: 

  • Simples: é a mais comum e até pouco tempo era chamada de sociedade civil, ela precisa ser registrada formalmente e é voltada à prestação de serviços. 
  • Em nome coletivo: é composta apenas por pessoas físicas. Todos os envolvidos respondem pelas obrigações financeiras e fiscais. Nesse tipo de sociedade cabe especificar melhor as atribuições das partes no ato da elaboração do acordo. 
  • Limitada: também conhecida como LTDA. Nela, os sócios podem ser físicos e jurídicos, as obrigações serão proporcionais ao valor do capital que cada um tiver aplicado na empresa. 
  • Anônima: capital associado à empresa através de ações. São necessárias pelo menos sete pessoas para esse tipo de sociedade. As responsabilidades também são distribuídas conforme o tamanho da participação no investimento. 

Como encontrar um sócio investidor? 

É muito importante entender que não necessariamente o seu sócio estará ali para te ajudar nas atividades no dia a dia da empresa. Como foi mencionado, existem tipos de sociedade onde o outro só entra para adicionar verba no que falta. Se esse for o caso e você ainda estiver à procura de um parceiro, precisará apresentar para ele um plano de negócio, para convencer de que sua ideia tem grande potencial de dar certo. 

Os investidores são classificados por ordem de capital de risco. Alguns deles por exemplo, nomeados como investidores-anjo, estão dispostos a aplicarem de R$50 mil a R$500 mil nas empresas de outras pessoas. No geral, esse valor serve bem para impulsionar negócios de pequeno e médio porte. 

Se a necessidade for acima disso é preciso procurar por um investidor do tipo seed, já que eles oferecem capital mínimo de R$500 mil e no máximo de R$2 milhões. Por isso, a primeira coisa a se fazer antes de procurar um sócio é calcular as despesas – quanto mais detalhado melhor. Assim, você saberá onde procurar o investidor ideal. 

Como deve ser a relação com o sócio? 

Lidar com dinheiro é como ter uma faca de dois gumes. Pode te trazer grandes conquistas, ou, por outro lado, dor de cabeça. Por isso, se você deseja ter o próprio negócio e precisa de um sócio, tem que eleger alguém de confiança, de preferência que já seja do seu convívio, como um amigo ou parente.  

Claro que tudo depende do tipo de sociedade que você escolher firmar. Mas é interessante observar se a pessoa é compromissada e se tem uma boa reputação. Afinal, não faz sentido se juntar com alguém que não consegue manter em dia as próprias contas, por exemplo. 

Além de ser financeiramente organizado, o sócio precisa demonstrar que está disposto a dedicar tempo para trabalhar na gestão e no que mais for preciso para o desenvolvimento do negócio. Vocês têm que ter compatibilidade nos objetivos e concordância nas estratégias que usarão durante o trajeto. Ou seja, diálogo será fundamental. Não faça negócio com quem não sabe ceder. 

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Ludmila Catharina
Uma jornalista de 23 anos, nascida e criada no quadradinho. Encantada por literatura e todas as formas de comunicação. Atualmente, ocupo o papel de estudante, mais uma vez, fazendo especialização em comunicação organizacional e estratégias digitais.

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