O que mudou (e ainda poderá mudar) no Mercado de Trabalho no Pós-Pandemia

A pandemia do novo coronavírus, bem como as suas consequências e as medidas para controlá-las impactaram diretamente a economia mundial. Isso impulsionou muitas mudanças no dia a dia das empresas e, consequentemente, impactou o mercado de trabalho.

Se você quer saber quais foram essas mudanças e as principais tendências para o mercado de trabalho no pós-pandemia, continue a leitura e confira!

Quais foram os impactos da pandemia no mercado de trabalho?

Diante da pandemia, a alta administração das organizações tiveram que tomar decisões mais estratégicas em relação aos seus recursos humanos, como a redução da carga horária e do salário, a adoção de férias coletivas, a suspensão de contratos de trabalho, a adoção do home office, o desligamento de colaboradores, entre outras.

O resultado disso foi o agravamento do desemprego no Brasil, atualmente, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), existem 15,3 milhões de pessoas que não procuram emprego por causa da pandemia ou por falta de trabalho na sua cidade. 

Além disso, de acordo com a mesma pesquisa, 19,6% das pessoas ocupadas no Brasil tiveram redução do salário devido às mudanças na carga horária de trabalho. E 879 mil trabalhadores afastados deixaram de receber remuneração.

Mulher em home office fazendo uma videoconferência.

Ainda nesse contexto, a adoção do home office foi o principal impacto da pandemia no mercado de trabalho, já que o isolamento e o distanciamento social foram as medidas mais aplicadas pelos órgãos de saúde do Governo e pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Hoje, de acordo com o IBGE, temos 7,9 milhões de pessoas trabalhando remotamente.

Antes da pandemia essa modalidade de trabalho ainda era pouco utilizada pelas empresas, devido ao medo de perder o controle em relação aos colaboradores. Mas, com a imposição do isolamento, as organizações tiveram que se adaptar rapidamente a essa nova realidade para continuar funcionando.

Diante disso, o departamento de recursos humanos dessas empresas também precisou se adaptar para atender às novas demandas. Principalmente, em relação ao suporte psicológico aos colaboradores que não foram desligados e presenciaram todas essas mudanças no contexto organizacional.

O que poderá mudar no mercado de trabalho no pós-pandemia?

No pós-pandemia vamos encontrar um mercado de trabalho mais concorrido, devido a oferta de poucas vagas de emprego. Em consequência, as empresas adotarão processos seletivos mais exigentes, pois estarão buscando profissionais mais qualificados e adaptados à nova realidade do mercado.

Além disso, a adoção do home office não foi fácil para muitas empresas, mas aquelas que conseguiram se adaptar, bem como aquelas que perceberam os benefícios desse formato de trabalho, pretendem continuar com essa modalidade.

Também existem as organizações que vão adotar o modelo híbrido, no qual o colaborador precisa comparecer à empresa alguns dias da semana para as reuniões, os eventos, entre outros compromissos que requerem a sua presença.

Outra tendência que iniciou na pandemia e pode continuar é mão de obra terceirizada, esse movimento aumenta as chances das cooperativas de profissionais, bem como dos freelancers conseguirem trabalho nas empresas.

É importante mencionar que a pandemia mudou radicalmente a rotina das pessoas e das empresas, por isso é muito difícil que no pós-pandemia os hábitos antigos retornem. Portanto, será um momento para criar novos processos e adotar comportamentos mais adequados à nova realidade.

Como os profissionais podem se preparar para essas mudanças?

As mudanças no mercado de trabalho também afetaram os processos de recrutamento e seleção, que passaram por uma transformação digital. Agora, o processo é online, ou seja, a captação dos currículos, as entrevistas, os testes e o feedback do resultado estão sendo realizados por meio de plataformas digitais, videoconferências, e-mails, WhatsApp, entre outros.

Além disso, o perfil dos profissionais que as empresas procuram também mudou e a previsão é que continue mudando, pois com a recessão da economia as vagas de emprego vão se tornar mais escassas e as exigências em relação às hard e as soft skills vão aumentar.

Diante disso, as hard skills mais valorizadas serão as relacionadas com o mundo digital, já que o profissional precisa estar adaptado às novas tecnologias utilizadas na rotina das empresas, em especial, no home office ou no teletrabalho, como os softwares de comunicação e organização de trabalho, as plataformas digitais, entre outras.

Já as soft skills mais exigidas, serão a empatia, a criatividade, a resiliência, o espírito empreendedor, a proatividade e a inteligência emocional. Essas são competências essenciais para que o profissional consiga entregar os resultados esperados pelas organizações no pós-pandemia.

Podemos concluir que a pandemia impactou profundamente o dia a dia das pessoas e das empresas e, consequentemente, essas mudanças continuaram presentes no pós-pandemia. Por isso, os profissionais que pretendem continuar ou ingressar no mercado de trabalho precisam se adaptar a essa nova realidade.

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Tathiane Mantovani
Estudante de Jornalismo. Administradora formada pela UniCesumar. Especialista em Psicopedagogia Institucional, Design Instrucional, Gestão de Pessoas e Marketing de Conteúdo. Redatora SEO, Conteudista EAD e Escritora com 8 livros didáticos publicados nas áreas de Recursos Humanos e Segurança do Trabalho. Apaixonada pela arte da escrita e amante dos livros.

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