Auxílio Emergencial: “Continuar vai quebrar o Brasil”, diz Bolsonaro. Será o fim do Auxílio? Entenda!

O auxílio emergencial, medida aplicada no início da pandemia do Covid-19, teve seu fim em dezembro de 2020, mas ainda há muita gente pedindo para que o auxílio retorne. Com uma população ainda não vacinada, novos casos batendo recordes, e o constante aumento da taxa de desemprego no país, uma grande parte da população acredita que o auxílio emergencial seja essencial nesse momento.

O presidente Jair Bolsonaro já parece pensar diferente e reforçou diversas vezes que o auxílio não deve ser aplicado em 2021. Segundo ele, o país “quebraria” caso o auxílio fosse aprovado.

Apesar do discurso de que o Brasil não tem dinheiro para tirar a população carente da fome, o presidente passou recentemente por uma semana polêmica, em que gastos exorbitantes de seu governo no ano anterior vieram a público, o que o presidente respondeu insultando a mídia.

Auxílio Emergencial em 2020

Em 2020, o Brasil se viu em uma situação inusitada com o avanço do novo Corona vírus. O comércio e demais serviços não essenciais foram fechados para que o vírus não se propagasse tão rapidamente, causando um alto número de mortes.

Assim, grande parte da população se viu desamparada, pois não poderiam mais trabalhar fora de casa. O Governo Federal então concedeu o auxílio emergencial a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, que não poderiam obter uma renda na atual situação do país e mundo.

O auxílio passou a ser concedido no mês de abril e durou até dezembro de 2020, porém não com um valor único. O plano inicial do governo era disponibilizar cinco parcelas no valor de R$600, até terem mais informações sobre a doença e como agir mediante a ela. Após as cinco primeiras parcelas, o governo decidiu prorrogar o auxílio e disponibilizar mais quatro parcelas no valor de R$300.

Para ilustrar a importância e necessidade do auxílio durante a pandemia, o Datafolha realizou uma pesquisa e constatou que o auxílio emergencial era a única fonte de renda para 36% dos brasileiros que recebiam o auxílio em dezembro de 2020.

O Ministério da Cidadania também informou que 70 milhões de brasileiros receberam o auxílio, e que o total gasto pelo governo com o mesmo foi R$ 300 bilhões.

Auxílio Emergencial em 2021

Os planos do Governo Federal não incluem o auxílio emergencial como uma necessidade da população. Segundo o presidente Jair Bolsonaro, as pessoas devem voltar a trabalhar para terem renda, pois continuar disponibilizando o auxílio pode “quebrar” o país.

“Lamento, o pessoal quer que continue, vai quebrar o Brasil. Vem inflação, descontrole da economia, vem um desastre atrás disso aí. E todo mundo vai pagar caríssimo. E temos que trabalhar.”

No entanto, a taxa de desemprego no Brasil foi de 14,1% no trimestre de setembro a novembro de 2020 e atingiu 14 milhões de pessoas, conforme os dados divulgados pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

É a taxa mais alta desde 2012, uma época em que os trabalhadores não precisavam se preocupar, além de buscar o seu sustento, com um vírus mortal altamente transmissível que tem deixado um rastro de mortes por todo o Brasil.

Em janeiro de 2021, o presidente informou publicamente que o país estava quebrado, que ele não poderia “fazer nada” para ajudar, e culpou a pandemia e a imprensa pelo estado lamentável que o Estado se encontra, com números cada vez mais altos de mortes pelo vírus, e alta taxa de desemprego. Segundo ele, a imprensa seria culpada por “potencializar” o vírus, cuja gravidade o presidente nega até os dias atuais.

A Câmara e Senado discutem sobre a possibilidade de criação de medidas que ajudem a população mais carente, uma vez que com o aumento do dólar (R$5,42 hoje), os preços dos alimentos subiram. A cesta básica chegou a custar 53,45% do salário mínimo em 2020, segundo o Dieese.

O auxílio não tem previsão de retorno, o presidente se mostra firme na decisão de não aprovar a extensão da medida. Em suas palavras, o presidente disse:

“Alguns batem na questão do auxílio emergencial. O nome é emergencial. A nossa capacidade de endividamento chegou ao limite. Ficamos cinco meses com R$ 600 e depois quatro meses com R$ 300.”

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