Cadastro Único: Entenda as consequências do FIM do Cadastro Único. Como isso vai te afetar?

Não é novidade que o Governo Bolsonaro está mudando muitas coisas aqui no Brasil.

Após ele reforçar o fim da agenda social brasileira, nas últimas semanas, fontes vinculadas ao Ministério da Cidadania, informaram que o presidente está empenhado, trabalhando para reformular o Sistema Único da Assistência Social (SUAS) e o Cadastro Único (Cadúnico).

A ideia dessas mudanças é que os segurados pelo programa Bolsa Família sejam cadastrados por uma nova ferramenta.

No entanto, é importante saber que ao criar um novo meio de cadastro para o Bolsa Família, o presidente brasileiro e sua equipe se posicionam contra o funcionamento do SUAS e do Cadastro Único.

Essas ferramentas, usadas como referências mundiais para o fomento da inclusão social, deverão ser instintas e isso resultará na retirada dos principais benefícios para a população brasileira em situação de pobreza.

Governa prepara destruição do Cadastro Único

Há alguns meses, a ideia de encerrar a plataforma já vem sendo implementada.

Apenas no ano passado, o presidente Bolsonaro cortou 67% dos recursos destinados para os serviços socioassistenciais do SUAS.

Além disso, os valores repassados para os Estados e Municípios do Brasil, que tinham como objetivo a manutenção do cadastro, diminuíram.

A justificativa concedida até o momento é que uma falsa ideia de modernização do sistema de cadastramento está sendo realizada.

Mas, é preciso deixar claro que assim como feito no aplicativo do auxílio emergencial, criado devido à pandemia do novo coronavírus, em 2020, o novo projeto resultará na exclusão de milhares de pessoas que não possuem acesso à internet.

Qual a verdadeira função do Cadastro Único?

O que muitas pessoas não sabem é que o Cadastro Único é mais que uma ferramenta digital, já que ele é oferece uma forma de fazer a manutenção e acompanhar a situação de pobreza do Brasil.

E, através de sua eficácia aliada ao SUAS, que o governo precisa elaborar medidas e projetos que resultem em políticas públicas sociais de assistência para a população menos favorecida, ao invés de continuar excluindo essas pessoas que precisam ser assistidas de perto.

Vale lembrar que, com essa mudança, além do Bolsa Família, o Minha casa Minha Vida, ações municipais e estaduais, de cunho social, e muitos outros benefícios tendem a ser ameaçados também.

Essas alterações farão com que o governo dê muitos passos para trás, já que a população brasileira deixará de ser beneficiada.

E, tudo isso, pois brasileiros sem acesso à internet e sem aparatos tecnológicos deixarão de ser inclusos nestes projetos.

Mas, o que o governo ganhará com o fim do Cadastro Único?

À médio prazo, é possível garantir que as exclusões resultarão na diminuição de despesas pela União.

E, com a parte significativa da população fora do cadastramento dos programas, que até então eram oferecidos, e sem ter ciência sobre o debate de digitalização dos serviços, a gestão de Bolsonaro passará a gastar menos com a concessão de benefícios.

Entenda mais sobre o Cadastro Único

O Cadastro Único é um instrumento do governo para identificar as principais características das famílias que declaram baixa renda, no Brasil.

Este cadastro armazena as principais informações de cada membro da família, como escolaridade, trabalho, renda e características da residência.

Com essas informações, a União, estados e municípios conseguem implementar diversas políticas assistenciais para ajudar os brasileiros que se encontram em situação desfavorável, com programas como:

– Bolsa Família;

– Minha Casa Minha Vida;

– Tarifa Social de Energia.

É importante saber que o Cadastro Único não é para todas as pessoas, mas apenas para aquelas famílias que ganham até meio salário mínimo por pessoa ou até três salários mínimos de renda mensal por família.

Famílias nesta situação devem se inscrever no Cadastro Único, pois os principais programas sociais do governo utilizam-se de sua base de dados para selecionar as famílias que podem se beneficiar com seus programas.

Bruna Santos
Jornalista formada pela Universidade Braz Cubas (UBC), em Mogi das Cruzes, com experiência em mídias impressas e on-line.

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