FIES 2020 tem preenchimento de 53% das vagas. Entenda a baixa adesão

Todos os anos, o Fies é um dos momentos mais esperados pelos estudantes que querem ter acesso a educação de qualidade do ensino superior, visto que por meio dele, é possível pagar valores mais baixos durante o curso e assim, conseguir se graduar dentro do esperado.

É comum que se tenha uma concorrência alta durante o FIES, visto que é uma oportunidade esperada por muitas pessoas, mas, você sabia que no ano de 2020 a inscrição dele não foi conforme o esperado?

Veja mais sobre o porquê isso aconteceu, quais são as principais causas e muito mais, fique por dentro!

FIES 2020 tem preenchimento de 53% das vagas: entenda!

FIES 2020 tem preenchimento de 53% das vagas: entenda!

No ano de 2020, aconteceu que o preenchimento do FIES foi de apenas 53% das vagas do esperado, sendo considerado o mais baixo desde que o Novo Fies foi ativado no ano de 2018.

Dessa forma, conforme dados de determinado relatório divulgado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE – que é de responsabilidade do MEC – Ministério da Educação -, e dirigente das políticas educacionais de nosso país, quase metade das vagas não foram preenchidas.

Em um total, essa oferta foi de 100 mil vagas, conforme aconteceu nos dois anos anteriores. Segundo o FNDE, o objetivo era de preencher 78% das vagas existentes na pasta, sendo a mesma meta da qual foi estabelecida para o ano de 2018 e também de 2019.

Mas, enquanto no ano de 2018 aconteceu o preenchimento de 82% das vagas disponíveis, e no ano de 2019, foi de 85%, no ano de 2020 a meta não passou nem perto de ser atingida.

Principais causas para o não preenchimento destas vagas

Conforme foi especulado pelas entidades que são representantes diretas das instituições privadas do ensino superior, essa queda dos números de preenchimentos das vagas aconteceu devido a pandemia do Covid-19.

Dessa forma, o diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior – ABMES -, Sólon Caldas, afirmou em entrevista que o prejuízo econômico que a pandemia acabou ocasionando em nosso país, acabou atingindo diretamente aos alunos, que neste caso, não tiveram as condições necessárias para que pudessem contratar um financiamento, tudo devido a incerteza causada no momento, principalmente na economia.

Para o FNDE, a grande taxa de desemprego é um dos principais fatores que acabaram impedindo com que o MEC pudesse atingir essa meta. O desemprego e sua alta no país, teve como principal consequência, uma menor propensão para que os estudantes procurassem pelo financiamento do programa, visto que há um aumento também na dificuldade de encontrar e manter um fiador para o FIES.

A autarquia ainda confirmou que a ausência das aulas presenciais pode ter influência direta neste quadro. Segundo o FNDE, para muitas pessoas, o ensino remoto não é uma das melhores opções, principalmente porque nem todas as pessoas possuem acesso à internet, computadores de qualidade, sendo que estudar pela internet não é uma alternativa viável.

É esperado pelo FNDE que o número da ocupação das vagas aumente conforme essas causas se diminuam. Mas, a Abmes e também o Semesp esperam que para o ano de 2021, essa situação fique parecida com 2020, visto que a pandemia ainda não acabou.

Para Caldas, o índice de ocupação das vagas do FIES pode se repetir neste ano, ficando na metade das vagas disponíveis.

Como funciona o FIES?

Todo início de cada semestre letivo, o FIES faz a abertura de novas inscrições para os candidatos que queiram concorrer para um contrato de financiamento estudantil.

Dessa forma, estes selecionados possuem um auxílio direto do Governo Federal para poder custear as mensalidades do curso, até que este seja finalizado. Depois do fim desta graduação, o beneficiado deve devolver todo o valor que foi financiado para o Governo, por meio de parcelas mensais.

Dessa forma, é preciso que o estudante tenha durante todo o início do processo até a finalização do mesmo, um fiador que seja responsável caso não haja o pagamento das parcelas, seja durante o curso ou até mesmo depois que o indivíduo já estiver formado.

Esse é um programa que é uma ótima oportunidade para as pessoas que querem ter acesso a um curso de ensino superior, porém, não possuem o dinheiro necessário para pagar o mesmo de forma integral.

Fique de olho na abertura das vagas e não deixe de se inscrever.

Marcela Mazetto
Jornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.

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